2004 -Atentado da Al – Qaeda em Madrid – 200 Mortos

11 de Março  2004

Quando, na manhã desta terça-feira (11/03), o quinto comboio da linha C7 deixou a estação de Alcalá de Henares rumo a Madrid, os passageiros dentro dos seus seis vagões percorreram o mesmo trajecto de sempre, de casa ao trabalho. Mas hoje, para eles, o trajeto não foi igual. Há 12 anos, no dia 11 de março de 2004, um comboio que percorria a mesma linha, no mesmo horário, foi alvo do maior atentado terrorista realizado na Espanha. No total, dez bombas foram detonadas na linha C7 e em outras três composições que saíram minutos antes da estação de Alcalá de Henares. As explosões causaram um total de 191 mortes, além de ferirem outras 1.857 pessoas.

As bombas foram detonadas entre 7h37 e 7h40, quando as carruagens se encontravam próximas às estações de Santa Eugenia, El Pozo e Atocha. Os artefactos estavam escondidos em malas e foram acionados por meio de telemoveis. Por causa do atentado, 18 pessoas com diferentes graus de envolvimento nas explosões foram presas. Outras sete, integrantes do grupo terrorista, morreram ao acionarem uma bomba quando estavam cercados pela polícia num apartamento em Leganés, na região metropolitana de Madrid.

000_dv1683806

As investigações após o atentado indicaram que o grupo responsável pelas detonações era uma célula terrorista local que se inspirou nas acções da Al-Qaeda. Grande parte dos integrantes já havia sido investigada por participação em algum outro grupo extremista ou por delitos menores, como posse ou venda de drogas. O explosivo utilizado nos atentados foi roubado de uma mina na região das Astúrias com a ajuda de um dos mineiros que trabalhavam no local. Aproximadamente 200 quilos do material explosivo foram levados de carro da mina a Madrid, em janeiro de 2004.

O grupo alugou uma casa no pequeno município de Chinchón, a 44 km da capital espanhola, onde montaram 13 bombas caseiras, com aproximadamente dez quilos de material explosivo cada uma. No dia do atentado, três artefactos não explodiram e o material usado para fabricar as bombas foi utilizado para comprovar a autoria do ataque e encontrar os envolvidos. A polícia espanhola rastreou a loja onde foram comprados os telemoveis e os chips utilizados nas bombas e, a partir deles, descobriu os autores do atentado.

madrid-bombing-large-01

Apesar de se admitir que alguns dos envolvidos na tragédia continuam a lutar contra os efeitos pós-traumáticos dos ataques, acredita se que a sociedade espanhola já conseguiu superar o ocorrido. Os espanhóis, principalmente os habitantes de Madrid, passaram por um sentimento de união e de identificação com as vítimas, semelhante ao que ocorreu em Nova York após os atentados de 11 de setembro de 2001.

ARH04C11

b7bd6b30-a893-11e3-a124-bdb1175511c1_3075057