A cantora Simone de Oliveira está de Parabéns !

11 de Fevereiro 1938

Filha de Guy de Macedo de Oliveira, falecido em Lisboa em 1970, e de sua mulher Maria do Carmo Tavares Lopes da Silva, neta paterna de Egídio de Macedo de Oliveira, nascido em  São Tomé e falecido em Lisboa, de ascendência Portuguesa e São tomense , e de sua mulher Jeanette Prado Pluvier, nascida em Bruxelas e falecida em Lisboa em 1948, de ascendência Franco Belga  e Portuguesa, cresceu em Lisboa com sua irmã Olga Maria de Macedo e Oliveira.

Casou-se com 19 anos e foi vítima de violência domestica,  pois sofreu agressões por parte do marido, com quem viveu durante apenas três meses.

Na sequência de uma depressão, aos 19 anos, o médico aconselhou-a a distrair-se tendo optado por matricular-se no Centro de Preparação de Artistas da Emissora Nacional.

Do relacionamento com o Engenheiro  António José Coimbra Mano teve dois filhos (Maria Eduarda e António Pedro) nascidos em 1959 e 1961. Ao nascerem foram considerados “filhos ilegítimos” pelo que não ficaram com o apelidos da mãe. Se tivessem o apelido da cantora seriam considerados filhos do primeiro marido. Apenas em 1969 foi permitido em Portugal registar crianças nascidas fora dos casamentos.

A estreia da cantora em público ocorreu, em Janeiro de 1958, no primeiro Festival da Canção Portuguesa, realizado no cinema Império, em Lisboa. Nos dois anos seguintes iria vencer esse mesmo Festival.

Em 1959, a editora Alvorada lança um EP com 4 artistas. Simone de Oliveira aparece com a canção “Sempre que Lisboa Canta”. É lançado também um EP com os temas “Amor à Portuguesa” (La Portuguesa), “Tu”, “Nos Teus Olhos Vejo o Céu” (Nel Blu Dipinto di Blu) e “Tu e Só Tu” (Love Me For Ever).

Estreia-se no teatro de revista em 1962. Vence nesse ano o Festival da Canção da Figueira da Foz.

Recebe o Prémio de Imprensa do ano de 1963.

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Em Março de 1965 recebe o Prémio de Imprensa de 1964 para melhor cançonetista. Vence o Festival RTP da Canção de 1965 com o tema “Sol de Inverno“. Representa Portugal no Festival da Eurovisão  realizado em Nápoles. É eleita Rainha da Rádio.

Participa com “Começar de Novo”, de David Mourão Ferreira  e Nóbrega e Sousa, no primeiro Festival Internacional da Cançãol do Rio de Janeiro, realizado em 1966.

Simone de Oliveira

É em 1969 que Simone volta a vencer o Festival RTP da Canção, com o maior êxito da sua carreira – “Desfolhada Portuguesa”, da autoria de José Carlos Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes.

Perde a voz, um incidente que se prolongará por cerca de dois anos. Nesta fase aceita tudo o que lhe oferecem para sobreviver. Desde o jornalismo, à rádio, à locução de continuidade ou à apresentação do concurso Miss Portugal e de espetáculos no casino da Figueira da Foz. Recupera do problema que lhe tinha afectado as cordas vocais: a voz era mais grave, mas podia continuar a cantar.

Participa no Festival RTP da Canção de 1973 com “Apenas O Meu Povo”, onde recebe o Prémio de Interpretação.

A sua carreira estava marcada por músicas e letras compostas por autores de qualidade, muitos deles antifascistas. Isso ajuda a que, após o 25 de Abril de 1974, continue a sua carreira e participe em revistas como “P’ra Trás Mija a Burra”.

Em 1977 é convidada para participar no espectáculo do Jubileu de Isabel II do Reino Unido.

Vence o 1º prémio de interpretação do Festival da nova Canção de Lisboa, de 1979, com “Sempre Que Tu Vens É Primavera”.

Em 1980 representa Portugal no Festival da OTI, em Buenos Aires, com “À Tua Espera”. Durante os ensaios a orquestra levantou-se para a aplaudir. Arrecadaria o prémio de interpretação do Festival Ibero-Americano da Canção.

Em 1988 apresenta o programa de televisão “Piano Bar” da RTP. Em 1988 ainda, Simone venceu um cancro da Mama, passando a ser reconhecida também por tal, dado a ser uma doença ainda bastante dizimadora nesse tempo. Faz parte do elenco do musical “Passa por Mim no Rossio” (1991). Filipe La Féria convida Simone para “Maldita Cocaína” de 1993.

Em 1997 celebra os seus 40 anos de carreira com um espectáculo na  Aula Magna, de Lisboa. É lançado o duplo CD ”Simone me confesso”. O espectáculo “Simone Me Confesso” é apresentado na Expo – 98.

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No ano 2008 Simone integra o elenco da nova versão de Vila Faia da RTP, onde vai encarnar Efigénia dos Santos Marques Vila, papel que na versão anterior era desempenhado pela actriz Mariana Rey Monteiro.

No dia 25 de Fevereiro Simone comemorou os 50 anos de carreira, num grandioso concerto no Coliseu de Lisboa.

Simone de Oliveira tem dois filhos, Maria Eduarda e António Pedro. Casou segunda vez com o actor Varela Silva. Recebeu vários prémios de que se destaca os Prémios de Imprensa, Popularidade, Interpretação e ainda o Prémio Pozal Domingues.

Foi condecorada com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique a 7 de Março de 1997, tendo sido elevada ao grau de Grã-Cruz da mesma Ordem a 8 de Outubro de 2015.

No Festival da Canção de 2010 subiu ao palco do Campo Pequeno onde interpretou a sua Desfolhada, vestindo o mesmo vestido que vestira 40 anos antes quando venceu o Festival da Canção de 1969.

Em 2011, na XVI edição dos Globos de Ouro ,recebeu, das mãos do Dr. Pinto Balsemão, o Globo de Ouro Mérito e Excelência.

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Cavaco Silva condecora a cantora e atriz Simone de Oliveira

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