1913 – Independência do Tibete

11 de Janeiro 1913

Tibete está localizado no planalto da Ásia, ao norte da cordilheira do Himalaia, e é um território muito disputado.  O seu território é considerado um dos mais altos do mundo, com uma elevação que chega a atingir 4.900 metros de altitude sendo chamado por muitos de “tecto do mundo”.  Os seus habitantes são chamados  Tibetanos, mas porém é habitado também por outros grupos étnicos como os monpas, e os lhobas, além das minorias de chineses.

História do Tibete começa  mais ou menos 2.100 anos atrás. Em 127 a.C uma dinastia militar  fixou se no território (actual Tibete) e passou a comandar a região, no que mais tarde seria oito séculos de dominação. Esse processo começou a mudar em 617, quando o Imperador Songtsen Gampo começou a transformar a civilização (que até então era um feudo) num Império. O seu “reinado” durou muito tempo, até 701, e os seus feitos também foram muito importantes como: criação do alfabeto Tibetano, estabeleceu um sistema legal, favoreceu o livre exercício religioso do budismo, e construiu vários templos.

A partir do século VII a região tornou-se no centro do lamaísmo, religião baseada no budismo, o que transformou o pais num  poderoso reinado. No século XVII o Tibete é declarado como incluído no território Chinês, e a partir disso seguem-se dois séculos de luta pela independência.

Um grupo político de grande importância, e que tem que ser citado  tratando se da história do Tibete, é os denominados Dalai Lamas, que estiveram no governo do Tibete por bastante tempo. Em 1913, esse mesmo grupo, liderado pelo 13° Dalai Lama, expulsou todos os representantes e todas as tropas Chinesa do território formado actualmente pela Região Autônoma do Tibete. Essa “expulsão dos chineses” pode ter sido visto como uma grande afirmação, que representaria a autonomia do Tibet. Porém essa “independência” não foi aceita pelo governo da China e nem recebeu reconhecimento diplomático internacional algum.

Após uma invasão e uma batalha aguerrida em Chamdo, em 1950, o Partido Comunista da China assumiu o controle da região de Kham, e no ano seguinte o 14° Dalai Lama e o seu governo assinaram o Acordo de Dezassete Pontos. Em 1959, juntamente com um grupo de lideres Tibetanos e de seus seguidores, o Dalai Lama fugiu para a Índia, e lá mesmo instalou o Governo do Tibete no Exílio. A partir daqui há uma discussão entre o Governo Tibetano no Exílio e o governo Chinês a respeito de quando exactamente o Tibete teria realmente passado a fazer parte da China, e se essa incorporação é legitima, de acordo com o direito internacional.

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