Invasões Francesas – Junot invade Portugal

19 de Novembro 1807

O 1º corpo de observação da Gironda, sob o comando do general Junot, com um efectivo de aproximadamente 25.000 homens, iniciou a travessia do rio Bidassoa no dia 18 de Outubro de 1807. Depois de entrar em Espanha, o exército de Junot dirigiu-se para Salamanca onde, após ter percorrido quase 500 quilômetros em vinte e cinco dias, numa marcha calma de cerca de 20 quilômetros por dia, chegou no dia 12 de Novembro.Aí, Junot recebeu instruções para apressar a marcha porque, pelas notícias recebidas, cada dia que passava crescia a influência britânica com o perigo de fazerem chegar tropas a Portugal ou, pelo menos, ser organizada a resistência ao invasor. De Salamanca, Junot dirigiu-se para Alcântara , na fronteira com Portugal, a meio caminho de Lisboa.

Mapa_da_1ª_invasão_francesa

Segundo as ordens de Napoleão que lhe foram transmitidas em Salamanca, Junot devia entrar em Portugal pelo vale do Tejo. Este era o eixo de progressão mais curto e que atravessava as regiões onde era previsível que houvesse menos resistência da parte dos Portugueses pois lá não havia fortalezas. Assim, Junot chegaria rapidamente a Lisboa e aprisionaria a família real portuguesa. Todas as premissas estavam certas, excepto que a estrada que iria permitir um rápido movimento dos Franceses, só existia no mapa. Na realidade, seguindo as instruções do Príncipe Regente, não houve resistência ao invasor mas o terreno, as péssimas vias de comunicação e as condições atmosféricas, quase destruíram o exército invasor. Além daquelas dificuldades, a quase impossibilidade em adquirir abastecimentos para as tropas tornavam a marcha ainda mais penosa.

As forças que partiram de Alcântara dirigiram-se para Abrantes onde foram chegando entre 19 e 26 de Novembro. A marcha entre Alcântara e Abrantes foi a mais difícil por todas as dificuldades já apontadas. “Todas as peças de artilharia excepto quatro peças espanholas de artilharia a cavalo ficaram pelo caminho; a cavalaria estava praticamente desmontada. Metade da infantaria encontrava-se fora da estrada a saquear ou a descansar, mortos de cansaço, nas poucas e pobres aldeias por onde passavam. Não havia uma força portuguesa para se opôr aos Franceses mas, pelo contrário, uma representação diplomática com a intenção de fazer demorar o avanço para Lisboa.

General Jean Andoche Junot

marcha-dos-fortes8