1154 – Nascia D. Sancho I o “Povoador “

11 de Novembro 1154

Foi rei da Primeira Dinastia e o segundo Rei de Portugal, filho de Afonso Henriques, Rei de Portugal e de Mafalda de Saboia, rainha de Portugal, e que nasceu em Coimbra a 11-11-1154 e morreu em Coimbra a 26-03-1211, e está sepultado em Coimbra no Mosteiro de Santa Cruz. Casou com Dona Dulce e teve como descendentes legítimos: Teresa, Sancho, Afonso,Pedro, Fernando, Henrique, Raimundo, Mafalda, Branca, Berengária.

Descendentes ilegítimos: Martim , Urraca , Rodrigo, Gil, Nuno, Maior, Constança e Teresa.
Começou a governar em 1185 e terminou em 1211. Dom Sancho herdou as qualidades guerreiras do pai. Depois do desastre que seu pai sofreu em Badajoz, tendo apenas 15 anos, assumiu o comando das operações militares e sempre deu boas provas no campo de batalha. A pouco e pouco foi também colaborando no governo do reino.

Dom Afonso Henriques fixara residência em Coimbra e continuava a ocupar-se da administração, mas o ferimento na perna impedia-o de se movimentar. Dom Sancho ajudava-o em tudo. Deste modo adquiriu experiência sob a orientação paterna. Quando mais tarde subiu ao trono estava invulgarmente bem preparado para governar. Dom Sancho casou com 20 anos. Era ainda príncipe. A noiva escolhida foi Dona Dulce, filha do Rei de Aragão. No Sul da Península Ibérica os mouros almóadas estavam cada vez mais fortes.

Tinham conseguido recuperar várias cidades e castelos anteriormente conquistados por Dom Afonso Henriques e Giraldo, o Sem Pavor, como por exemplo Beja. Em 1178 Dom Sancho decidiu mostrar ao inimigo que o fato de Afonso Henriques estar incapacitado para a guerra não retirava aos portugueses a sua força militar. À frente de um grande exército cavalgou por terras de mouros, só parando às portas de Sevilha!

Regressou coberto de glória, o que deu ânimo aos portugueses e encheu de orgulho o coração do velho pai. A ousadia de Dom Sancho irritou profundamente os mouros.

Sendo os freires verdadeiros profissionais de guerra, ninguém melhor para fazer frente ao inimigo. Decidiu pois entregar grandes propriedades no Alentejo aos freires de Évora e à Ordem de Santiago, para que as defendessem. Mas isso não bastava. Como as zonas de fronteira tinham pouca gente e portanto estavam à mercê de possíveis invasores, Dom Sancho I procurou atrair famílias para lá. Com essa intenção concedeu regalias a quem aí se quisesse instalar.

As regalias de um lugar podiam ser, por exemplo, terras para cultivo, pastagens, dispensa de pagamento de alguns impostos, perdão de crimes, etc. Tudo isto era escrito numa Carta de Foral, que também incluía os deveres da população para com o rei. Ao todo Dom Sancho I assinou cinquenta e oito cartas de foral, o que valeu-lhe o cognome de “O Povoador”.

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Sancho I