Nelson Piquet – Campeão do Mundo de F1

17 de Outubro 1981

Piquet começou a temporada pontuando, mas de maneira discreta. Após largar na quarta colocação no Grande Prêmio dos Estados Unidos, o piloto contou com o abandono de Riccardo Patrese, que saiu na pole, para chegar em terceiro e subir ao pódio. Resultado que não se repetiu em casa. No GP do Brasil, prova que Piquet venceria pela primeira vez apenas em 1983, o brasileiro terminou apenas na 12ª posição.

Na Argentina, terceira prova da temporada, os carros da Brabham instalaram uma saia lateral móvel, solução desenvolvida pelo projectista Gordon Murray. A inovação ajudou Piquet a dominar o fim de semana, fazendo a pole, vencendo e devolvendo a vitória que Reutemann havia assegurado em sua casa.

Em San Marino, Piquet começou a demonstrar sua sorte de campeão. Após largar em quinto, o brasileiro fez boa prova e caminhava para terminar a corrida em segundo. Mas um problema mecânico na Ferrari de Didier Pironi tornou o carro uma presa fácil para a Brabham de Piquet. A segunda vitória seguida colocou o piloto a apenas três pontos de Reutemann.

A corrida seguinte, na Bélgica, foi marcada por um episódio triste. Durante os treinos livres, o mecânico Giovanni Amadeo, da equipe Osella, tropeçou e acabou atropelado por Reutemann, que nada pode fazer para desviar. Amadeo morreu alguns dias depois.

Na prova, esperava-se um grande duelo, já que Reutemann largou em primeiro e Piquet completou a primeira fila. Logo no início, com muita chuva, o brasileiro ultrapassou o argentino. Porém, na décima volta, um acidente tirou o piloto da Brabham da disputa, abrindo caminho para nova vitória do argentino. Aquele, porém, seria o último triunfo do piloto da Williams na história da Fórmula 1.

As duas corridas seguintes, em Mônaco e na Espanha, foram vencidas pelo canadense Gilles Villeneuve. Piquet não marcou um ponto sequer nas provas, e viu Reutemann, quarto colocado em Jarama, colocar 15 de vantagem sobre ele.

Na Alemanha aconteceu o cenário perfeito para que Piquet entrasse na briga pelo título novamente. O brasileiro largou apenas em sexto, mas viu o Reutemann, que saiu em terceiro, abandonar na 27ª volta por conta de problemas no motor. A saída do argentino serviu de combustível para Piquet vencer em Hockenheim e diminuir a diferença para oito pontos.

Nos quatro GPs seguintes (Áustria, Holanda, Itália e Canadá), nenhum dos dois venceu. O brasileiro foi ao pódio duas vezes – terceiro na Áustria e segundo na Holanda. O melhor resultado do argentino neste período foi o terceiro lugar na Itália. Deste modo, o roteiro para a corrida final não poderia ser melhor: Reutemann chegaria a Las Vegas, palco da última corrida do ano, com 49 pontos, contra 48 de Piquet.

A Williams foi mais rápida durante os treinos, e Reutemann garantiu a pole no sábado. Enquanto isso, Piquet largou apenas na quarta posição. Porém, logo nos primeiros metros, o argentino caiu para quarto, enquanto o brasileiro apareceu em quinto. Começou a batalha direta pelo campeonato. Melhor para Piquet, que conseguiu passar o rival na 17ª volta.

Mais tarde, Reutemann teve problemas no câmbio e não conseguia trocar de marchas nem usar a quarta corretamente. O argentino tornou-se presa fácil para os rivais e acabou a corrida em 8º. Com isso, Piquet precisava apenas terminar entre os seis primeiros para pontuar. O brasileiro ainda seria ultrapassado por Nigel Mansell e perderia a quarta posição, mas o quinto lugar foi suficiente para que ele se tornasse o dono da temporada 1981 da F1.

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