Morte de Cole Porter – Músico Norte Americano

15 de Outubro 1964

Cole Porter, de irrefutável  fama mundial por composições como “Night and Day”, “I’ve Got You Under My Skin” e “It’s De-Lovely”, morreu no dia 15 de outubro de 1964, de doença renal em Santa Mónica, Califórnia. Tinha 73 anos.

Porter imprimiu um estilo próprio á musica do século 20, pela capacidade de lapidar músicas com apelo popular e, simultaneamente mas não paradoxalmente, dar lhes um ar de sofisticação sofisticação. Consagradas por praticamente todas as grandes vozes de seu tempo, de Ella Fitzgerald a Frank Sinatra, as suas letras e melodias eram espirituosas e urbanas. Aos seis anos, o filho do fazendeiro Samuel Fenwick Porter e de Kate Porter já era capaz de tocar violino. O talento para o piano veio mais tarde: dois anos depois.

Porter não obteve sucesso imediato na Broadway, ao contrário de contemporâneos como George Gershwin, outro exímio criador de clássicos do jazz, o norte-americano decidiu, então, mudar-se para a Europa, onde viveu em Paris (França) e Veneza (Itália).

Durante as duas Guerras Mundiais, ele e Linda, a nativa de Kentucky com quem se casou em 1918, foram figuras conhecidas no círculo artístico dessas cidades. A vida, na época, era faustosa e luxuriante ( para alguns claro): o casal mantinha um casarão na capital parisiense com cadeiras estofadas de pele de zebra; certa vez, o compositor contratou todo o balé de Monte Carlo para entreter convidados de uma festa.

Porter retornou ao país natal no final dos anos 20, para finalmente ganhar reconhecimento na Broadway.

Em 1928, enfim, veio a glória na Broadway, com o espetáculo Paris, com “Let’s Do It (Let’s Fall In Love)” na trilha. Entre os vários musicais creditados ao artista, o mais famoso é Anything Goes, que estreou em 1934 e apresentou “I Get a Kick Out of You” e “You’re the Top”.

No verão de 1937, Porter sofreu acidente enquanto cavalgava: sob o peso do cavalo, que caiu sobre ele, teve sequelas no sistema nervoso e duas pernas quebradas. Para piorar, o problema mais grave, uma doença nos ossos, deixou-o incapacitado. Até o final da vida, foram mais de 30 operações – em 1958, sua perna direita teve de ser amputada.

O músico passou os últimos anos em reclusão – recebia a visita de poucos amigos íntimos e se recusou a comparecer a uma festa organizada em seu 70º aniversário.

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