“Parque Jurássico “- Filme

1 de Outubro 1993

Estamos em 1993, o ano em que Steven Spielberg iria ser saudado com o Óscar de Melhor Realizador pelo seu drama ambientado na Segunda Guerra Mundial, A Lista de Schindler. Seria também em que devolveria ao mundo, uma aventura tão própria da sua essência enquanto “realizador de massas”.

Ao adaptar o homónimo livro de Michael Crichton, Spielberg recuperou uma retrospectiva das suas anteriores fórmulas de êxito. Estas vão desde o espírito aventureiro do seu Indiana Jones à reafirmação dos valores familiares contidos em ET (1982) e o confronto com as “forças da natureza” em Tubarão (1975), assim como o perigo iminente e todos os tiques hitchcockianos de Duel: Assassino pelas Costas (1971).

A ressurreição dos extintos dinossauros faz-se por uma teoria que pormenorizadamente cientifica seria um absurdo completo, mas enquadrada nesta aventura cinematográfica flui de forma agradável com a credibilidade na mente dos seus espectadores.

A ilha fictícia Neblar é o palco perfeito para o último reduto destas bestas pré-históricas, inseridas nos desejos megalómanos de um excêntrico magnata (Richard Attenborough) em construir um parque turístico, o único no mundo. Mas os sonhos transformam-se em pesadelo tal como qualquer incursão de H.G. Wells (nomeadamente A Ilha do Dr. Moreau), as aspirações aos toques divinos que o Homem anseia são entradas diretas para verdadeiras “caixas de Pandora” (a ciência é novamente vista como um mau vaticínio).

Nunca os dinossauros tiveram tanto impacto no cinema como tiveram nesta visão de Spielberg, e nunca uma aventura no inicio dos anos 90 funcionou tão ricamente plena, e assustadora também (nota-se pela primeira aparição do T-Rex).

jp

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JURASSIC PARK, 1993. ©Universal/courtesy Everett Collection