Rapper Tupac Shakur alvejado em Las Vegas

7 de Setembro 1996

Em “Me against the world”, de 1994, o rapper americano Tupac Shakur exorcizava, com a fúria natural de gangster rap (estilo que cantava e preconizava a violência), os ritmos que a proximidade com a marginalidade lhe rendera nos últimos anos — fora baleado, chegara a ser preso por porte de arma e drogas e condenado. No dia 13 de setembro chegou ao fim o mix de vida, violência & arte protagonizado por Tupac, o mais popular rapper dos Estados Unidos, com mais de 20 milhões de discos vendidos. Internado no Centro Médico Universitário em Las Vegas desde o dia 7, quando fora atingido por seis tiros disparados por ocupantes de um carro, depois de assistir à luta em que Mike Tyson deu  KO em Bruce Seldon, o rapper morreu de insuficiência respiratória.

A imprensa americana chegou a levantar a hipótese do atentado ter sido consequência de uma guerra entre a gravadora do rapper e uma outra rival. Tupac atuara como ator: contracenou com Janet Jackson em “Poetic justice”, filme de John Singleton. E levou os seus 25 anos seguindo à risca a cartilha da vida bandida que adoptara. O seu último CD foi “All eyez on me” .

Foi uma tragédia prevista por todos aqueles que acompanhavam a sua incendiária trajectória e antecipada pelo próprio Tupac em músicas e entrevistas — como a que deu à revista “Vibe” em Abril de 1995, quando ainda estava na prisão. Na conversa com o jornalista Kevin Powell, Tupac dizia que aquela poderia ser a sua última entrevista, pois temia que seria assassinado.

Não era apelação ou sensacionalismo (como o tempo acabou provando). Ele sabia muito bem o que estava falando. Afinal, em Novembro de 1994, Tupac foi vítima de um atentado em Nova York e levou quatro tiros, sendo que dois (superficiais) na cabeça. Apesar disso, três horas depois de ter dado entrada num hospital, ele fugiu de lá, amparado pelos seus seguranças.

2pac

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