Apollo 11 retorna a Terra

24 de Julho 1969

Quarenta horas após a injecção transterreste a nave já está a 122 mil quilómetros de distância e os primeiros traços da ténue atmosfera começam a ser detectados. A Apollo 11 está no interior de um estreito corredor imaginário rumando directamente para a Terra à incrível velocidade de 39 mil quilómetros por hora.

A Apollo 11 cai vertiginosamente e quando atinge 150 quilómetros acima da superfície, o comandante Neil Armstrong acciona pela última vez os foguetes do Módulo de Serviço, provocando um derradeiro “puxão” de menos de 100 quilos, mas suficientes para separar o Módulo de comando do Módulo de Serviço, que não é mais necessário. A gigantesca pilha de 110 metros de altura e 2900 toneladas que partira de Cabo Kennedy há oito dias estava agora reduzida a uma pequena cápsula de três metros e cinco mil quilos.

Alguns segundos depois da separação os retrofoguetes do Módulo de Comando são accionados e Buzz  e Aldrin orientam a espaço nave de modo a que a protecção térmica aponte para a Terra. A espaço nave está a 70 quilómetros de altitude viajando a 34 mil quilómetros por hora. Controlados pelo sistema de orientação os retrofoguetes são novamente disparados e reduzem a velocidade da nave para 28800 km/h.

O violento atrito da atmosfera rapidamente transforma a Apollo 11 numa bola de fogo de 2800 graus Celsius. Esse é um momento extremamente crítico, comparado à permanência num alto-forno durante 9 minutos. Durante esse tempo as comunicações entre a nave e o centro de controle são bloqueadas pela ionização dos gases que circundam a nave e apenas a estática característica é ouvida.

O comando militar no Pacífico confirma que uma de suas aeronaves já avistou a cápsula próxima ao porta-aviões, mas as informações são escassas. De repente, como em um passe de mágica a cápsula com os para-quedas abertos surge nos monitores do centro espacial Kennedy e a voz entrecortada de Neil Armstrong ecoa nos alto-falantes: “Houston, aqui Apollo 11, Câmbio.”

A emoção, até aquele momento controlada, explodiu. Em todos os lugares do mundo as pessoas se abraçavam e comemoravam. O Homem foi à Lua e voltou. Aquilo realmente estava acontecendo e estava sendo transmitido ao vivo para quem quisesse ver. Em Houston os controladores explodiam de alegria. A imagem da Apollo 11 descendo lentamente de com seus três para-quedas vermelho e branco era como uma obra de arte que estava sendo contemplada.

Quando finalmente a Apollo 11 tocou o oceano os relógios marcavam 13:55 do dia 24 de Julho e nesse momento foi dada como encerrada a coordenação da mais importante missão do Século 20.

Earth_from_Apollo_11_after_translunar_injection

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Apollo_15_descends_to_splashdown

Ap17-S72-55974

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