Expo – 98 – Exposição Internacional de Lisboa de 1998

22 de Maio 1998

A ideia de organizar em Lisboa uma exposição internacional nasceu nos primeiros meses de 1989, para celebrar o quinto centenário das viagens dos navegadores portugueses dos séculos XV e XVI.

Na definição do conceito foi essencial compreender que a Exposição de Lisboa deveria marcar a sua diferença em relação a outros eventos recentes do mesmo género, pela atenção dedicada ao tema central.

Assim, propôs-se uma ambiciosa plataforma temática, que visava colocar os oceanos, a sua diversidade, a sua função essencial no equilíbrio planetário, sob as atenções da comunidade internacional, a quem a participação numa exposição deste género interessa em primeiro lugar.

Por outro lado, tornou-se claro que era preciso trabalhar no sentido de evitar o desperdício por que se saldaram tantas exposições internacionais do século XX. A ideia era tornar o acontecimento festivo também útil – para a cidade, para o país e para a comunidade internacional.

Foram construídos diversos pavilhões, alguns dos quais ainda permanecem ao serviço dos habitantes e visitantes, integrados no agora designado Parque das Nações, destacando-se o Oceanário(o maior aquário do mundo com a reprodução de 5 oceanos distintos e numerosas espécies de mamíferos e  peixes, do arquitecto Peter Chermayeff, um pavilhão de múltiplas utilizações (Pavilhão Atlântico, arquiteto Regino Cruz) e um complexo de transportes com metropolitano e ligações ferroviárias (Estação do Oriente, do arquiteto Santiago Calatrava.

A EXPO’98 atraiu cerca de 11 milhões de visitantes. Parte do seu sucesso ficou a dever-se à vitalidade cultural que demonstrou – por exemplo, os seus cerca de 5000 eventos musicais constituíram um dos maiores festivais musicais da história da humanidade. Arquitetonicamente, a Expo revolucionou esta parte da cidade e influenciou os hábitos de conservação urbana dos portugueses – pode dizer-se que o Parque das Nações é um exemplo de conservação bem-sucedida dum espaço urbano. Constitui um “case study” a nível mundial.

O logótipo da EXPO’98, representando o mar e o sol, foi concebido por Augusto Tavares Dias, director criativo de publicidade.

A mascote foi concebida pelo pintor António Modesto e pelo escultor Artur Moreira. Foi seleccionada entre 309 propostas e baptizada de Gil (em homenagem a Gil Eanes) por José Luís Coelho, um estudante do ciclo, num concurso que envolveu escolas de todo o país.

Pavilhões temáticos:

Pavilhão do Futuro

Pavilhão da realidade virtual

Pavilhão da Utopia

Pavilhão de Portugal

Pavilhão dos conhecimentos dos Mares

Pavilhão dos Oceanos

Pavilhão do Território

Pavilhão da Agua

Exibição Náutica

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Metal structures with flame-throwers move around a giant inflatable globe during a light and sound show closing the inauguration ceremonies of Lisbon's Expo 98 world fair Thursday night, May 21 1998. The show will be held every night during the four-month-long fair. (AP Photo/Javier Bauluz)

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Esta é uma vista geral da principal doca da Expo98

Esta é uma vista geral da principal doca da Expo98

Lisboa-Oceanario

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