Assassinato de Aldo Moro

9 de Maio 1978

O corpo do antigo primeiro ministro italiano, Aldo Moro, é encontrado em 9 de maio de 1978, crivado de balas, no banco de trás de um carro no centro histórico de Roma. Ele tinha sido sequestrado pelos terroristas da Brigada Vermelha em 16 de março, após um sangrento tiroteio perto de sua casa no subúrbio da capital. O governo italiano recusou-se a negociar com o grupo de extrema-esquerda, que, após inúmeras ameaças, decidiu executar Moro. Ele tinha sido cinco vezes 1º Ministro da Itália nos anos 1960 e 1970.

A Brigada Vermelha, fundada em 1970 por Renato Curcio, empregava bombas, sequestros e roubo a bancos como meio de promover a revolução comunista na Itália. O Partido Comunista Italiano, que defendia a democracia e participava do parlamento, condenava as ações terroristas da Brigada, que por sua vez, acusava o Partido Comunista de ser criado da burguesia. Curcio e 12 outros membros da Brigada Vermelha estavam processados em Turim quando Moro foi sequestrado e os procedimentos legais foram apenas brevemente suspensos após o rapto.

O governo italiano recusou-se a negociar com os raptores, alegando que isto debilitaria o Estado e levaria o país ao caos. A polícia e o exército prenderam centenas de suspeitos e vasculharam o país à procura da “prisão do povo” onde Moro era mantido, mas não obteve qualquer pista concreta.

Em 19 de Março e 4 de Abril, cartas aparentemente escritas de próprio punho por Moro foram publicadas, pedindo que o governo negociasse. Roma tentou manter contactos secretos, todavia em 15 de Abril a Brigada acabou por rejeitar tais negociações, anunciando que Moro havia sido julgado culpado no ‘julgamento popular’ e condenado à morte.

Em 24 de Abril, os terroristas exigiram a libertação de 13 membros da Brigada presos em Turim em troca da vida de Moro. Em 7 de maio, Moro escreve uma carta de adeus a sua mulher, dizendo: “Eles  disseram que vão me matar daqui a pouco. Beijo-a pela última vez.” Dois dias depois, seu corpo foi encontrado na Via Caetani, a 300 metros da sede central dos democratas-cristãos e a 200 metros da sede do Partido Comunista.

De acordo com desejo expresso por Moro durante o seu sequestro, nenhum político italiano deveria ser convidado aos seus funerais. Na década que se seguiu, muitos líderes e membros da Brigada Vermelha foram presos e a organização praticamente se extinguiu.

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