Joaquim Agostinho sofreu queda fatal

30 de Abril 1984

“Se tivesse nascido em França, tinha ganho mais do que um Tour. Era um diamante em bruto. Não teve oportunidades de ter escola. O que aprendeu foi na estrada e sofreu várias quedas por falhas técnicas.” Esta opinião do antigo ciclista Alves Barbosa sintetiza a carreira velocipédica de Joaquim Agostinho, que sofreu uma queda fatal na Volta ao Algarve. O corredor de Brejenjas acabou por morrer em Lisboa dez dias depois, ou seja, a 10 de Maio de 1984.

Durante a 10.ª Volta ao Algarve, Agostinho caiu em Quarteira, quando um cão se atravessou à frente da bicicleta, e fracturou o crânio, formando-se um coágulo que era preciso retirar. Como não existia serviço de neurocirurgia em Faro, teve de ser transportado de ambulância para Lisboa. Perto de Alcácer do Sal entrou em coma, antes de chegar ao Hospital de Santa Maria, onde foi operado.

A 30 de Abril de 1984, quando liderava a X Volta ao Algarve, na 5ª. Etapa, a 300m da meta, na Avenida Francisco Sá Carneiro / Mota Pinto, em Quarteira, um cão atravessou-se no seu caminho, o que o fez cair, provocando-lhe uma fractura craniana – algum tempo depois, afirmou-se que as consequências deste acidente poderiam ser menores se Joaquim levasse capacete.

Levantou-se, voltou a montar na bicicleta e terminou a etapa com a ajuda de dois colegas.

As dores persistentes na cabeça levaram-no a ingressar no hospital de Loulé, onde o seu estado de saúde agravou-se drasticamente.

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