A Morte de Adolf Hitler – A procura da verdade

30 de Abril 1945

Hitler ainda recebeu alguns convidados mais próximos para o seu aniversário em 20 de Abril. Segundo testemunhas da altura  Hitler estava uma ruína humana. Os últimos acontecimentos haviam-lhe retirado tudo.
A determinação de ficar no buncker e ai travar a batalha final foi tomada numa reunião no dia 22. Inspirando-se na tradição nórdica do herói que morre solitariamente num último combate, Hitler comunicou a todos a intenção de comandar pessoalmente as operações. Recebeu, porém, telefonemas de alguns seguidores e de outros generais para que se retirasse enquanto havia tempo. O Führer manteve-se intransigente. Ninguém o arrastaria para fora dali.

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Poucos dias depois de ter tomado a decisão definitiva, resolveu formalizar a sua união com Eva Braun, encomendando um casamento de emergência dentro do abrigo. O casal decidira por fim à vida juntos. Hitler tinha-se mantido solteiro, até então, em nome da mística que sua solitária figura messiânica exercia sobre o povo alemão. O salvador não poderia ser um homem comum, com esposa e filhos, envolvido pela contabilidade doméstica, e na rotina matrimonial burguesa.

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No dia 29 de Abril, deu-se a reunião final. O General Weidling, governador militar de Berlim, ainda aventou a possibilidade de uma escapada pelas linhas soviéticas, mas Hitler o dissuadiu. Não tinham nem tropas, nem equipamento, nem munições, para qualquer tipo de operação. Era ficar e morrer!
Hitler então despediu-se formalmente das pessoas mais próximas que ainda o seguiam até aquele momento.
Depois do almoço, no dia 30 de Abril, trancou-se com Eva Braun nos seus aposentos. Ouviu-se apenas um tiro. Quando lá penetraram encontraram-no com a cabeça estraçalhada à bala e com a pistola caída no colo. Em frente a ele, em languidez de morta, estava Eva Braun, sem nenhum ferimento visível. Ela ingerira cianeto, um poderosíssimo veneno. Eram 15:30 horas! Rapidamente os dois corpos, envolvidos num encerado, foram removidos para o pátio e, com o auxilio de 180 litros de gasolina que os embeberam, formaram, incendiados, uma vigorosa pira. Ao redor deles, uma silenciosa saudação fascista prestou-lhes a homenagem derradeira. Muitas histórias foram criadas á volta da morte do ditador principalmente porque verdadeiramente o corpo nunca foi encontrado. A mais persistente apontava para uma fuga na Argentina onde teria morrido em meados dos anos 70.

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