Dale Dover entusiasma o Basquetebol Português

19 de  Março  1972

Chegou ao Porto com 22 anos, para ser… jogador-treinador. Viciado em treino (exercitava-se duas horas sozinho e dava mais três treinos por dia aos seniores e femininos), aos três anos era mascote dos Celtics e aos 14 já encestava acima dos 30 pontos.

Como tinha ambições culturais, foi para a Universidade de Harvard, onde o FC Porto o foi buscar. Já estava formado em Letras, estudou a cultura chinesa e vivia para ouvir Bach, Lizst e Beethoven. Chegou a ser criticado por “desprezar” os adversários com malabarismos circenses, mas respondia que não queria inferiorizar ninguém, habituara-se aos malabarismos “para recreio próprio”, de acordo com a cultura americana da época, muito propícia ao “one man show”.

Estava-se a 5 de Maio de 1972 e um Pavilhão dos Desportos repleto vivia uma das suas noites mais históricas. O FC Porto acabava de derrotar o Luanda e Benfica de Angola, por esmagadores 93-63, sagrando-se campeão nacional, título que lhe escapava desde 1953. Os jogadores passearam aos ombros dos seus adeptos, antes de saírem em festa para as artérias do Porto.

Para muitos, a temporada de 1971-72 é uma das mais míticas no basquetebol “dragão”. Ao clube tinha chegado o norte-americano Dale Dover, uma estrela da Universidade de Harvard, para uma passagem pelo Porto de contornos lendários. Assumindo as funções de jogador-treinador, revolucionou a forma de jogar dos portistas.

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